Transferência de tecnologias em sistemas integrados de produção visa fortalecer agropecuária

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Transferência de tecnologias em sistemas integrados de produção visa fortalecer agropecuária

A fim de evitar a escassez de forragem para os animais na época seca, têm sido trabalhadas nessas regiões tecnologias associadas aos sistemas integrados de produção agropecuária.

A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) coordena uma rede de parcerias que busca disponibilizar alternativas viáveis aos produtores, principalmente para a produção de forragens para a pecuária, com o intuito de tornar a atividade mais eficiente e garantir a geração de renda durante todo o ano.

O trabalho é viabilizado por um arranjo entre diversas instituições, com o desenvolvimento de ações conjuntas, de acordo com as demandas apontadas pelos parceiros do projeto e por representantes dos agricultores das regiões do Alto Rio Pardo, e do Baixo e Médio Jequitinhonha.

De 29 a 31 de outubro, foram realizados seminários e dias de campo voltados para técnicos, representantes das prefeituras, produtores rurais e estudantes em Almenara-MG, Jequitinhonha-MG e Araçuaí-MG. Nesses municípios, estão instaladas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), que funcionam como centros de capacitação. "As URTs têm o propósito de validar localmente as recomendações de Boas Práticas Agrícolas propostas, bem como apoiar atividades de transferência de tecnologias", explica o agrônomo da Embrapa Milho e Sorgo Marco Aurélio Noce.

Nos seminários, os temas foram selecionados a partir do levantamento de necessidades dos produtores, que têm como principal gargalo a produção de alimento para o rebanho bovino, conforme explica Marco Aurélio. "Ocorre que grande parte das pastagens se encontram degradadas, e são poucos os produtores que armazenam forragem para alimentação dos animais no período seco do ano. Sob esta perspectiva, as palestras abordaram os seguintes assuntos: o sistema de Integração Lavoura-Pecuária para renovação de pastagens degradadas utilizando o sorgo forrageiro; alternativas de conservação do solo e da água; e manejo de pastagens".

Nos dias de campo, foram apresentadas aos participantes as tecnologias e espécies já implantadas ou em fase de implantação nas URTs, dentre elas: cultivares de sorgo, milheto, palma forrageira, gramíneas para pastejo ou corte, cana-de-açúcar e mandioca; leguminosas arbustivas consorciadas a gramíneas; alternativas de adubação corretiva ou de manutenção; sistemas de irrigação de baixo consumo de água; e Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Marco Aurélio explica o que os parceiros esperam alcançar com as ações desenvolvidas. "Como resultado do trabalho, espera-se o fortalecimento da economia das regiões por meio do estímulo ao desenvolvimento dos sistemas produtivos agropecuários, com consequente melhoria da qualidade de vida dos produtores rurais".

Além das URTs, estão sendo implantadas Unidades Demonstrativas (UDs) em propriedades rurais de 13 municípios distribuídos nas regiões atendidas pelo projeto. As UDs têm como objetivo a divulgação e a disseminação das tecnologias apresentadas nas URTs.

Parcerias

O projeto "Socialização do Conhecimento em Sistemas Integrados de Produção Agropecuária nos Vales do Jequitinhonha e do Alto Rio Pardo", coordenado pela Embrapa Milho e Sorgo, conta com uma rede de parcerias, que envolve Emater-MG, Anater, Senar, Sebrae, Epamig, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, sindicatos rurais e os consórcios de municípios das três regiões atendidas: Ameje (Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Jequitinhonha), Comar (Consórcio Público Intermunicipal Multifinalitário do Alto Rio Pardo) e Nova Ambaj (Nova Associação dos Municípios da Microrregião do Baixo Jequitinhonha).

 
Fonte: Embrapa Milho e Sorgo